A banda Maskinen lança pancadão chamado "Dansa Med Vapen" que, em sueco, quer dizer algo como "Dance Com Armas" com participação da Marina, agora, Marina Gasolina, ex-Bonde do Rolê. Não é propriamente um funk, mas o eletro tribal tem uma levada que lembra bastante a batida do funk carioca, apesar de bem mais acelerada do que o normal. Aqui embaixo, o clipe.
Confesso que a combinação funk, armas, selva, gringos e Marina me deixou bem confuso, mas que deu vontade de dançar, isso deu. Deixo mais comentários pra vocês fazerem.
Update:
Parece que os caras do Maskinen tão curtindo mesmo um bom funk carioca. Deixo vocês com a impronunciável "Segertåget" com os famosos versos "beijo na boca é coisa do passado / agora a moda é / é namorar pelado" misturada a versos (nem tão famosos assim pra gente) em sueco.
Teve início nessa terça-feira (e vai até o dia 29 desse mês) uma mostra dedicada a exibir a filmografia completa do Woody Allen no CCBB. Para ver a programação completa, acessem: www.woodyallen.com.br
Uma pesquisa recente, publicada pelo Independent em primeiro de novembro na Inglaterra mostra, que as pessoas que adquirem música ilegalmente na rede são as que mais gastam dinheiro com música.
Com essa pesquisa, sugere-se de que as investidas que ocorrem mundialmente na tentativa de cercear essas pessoas podem, de fato, afetar mais incisivamente a indústria do disco, já que estaria comprando briga com os seus principais consumidores.
A enquete foi feita com mil pessoas com acesso à internet entre 16 e 50 anos, das quais 1 em cada 10, admite baixar música ilegalmente.
A matéria não aprofunda muito no assunto, mas levanta também vozes de artistas como Lily Allen, James Blunt - que apoiam a investida do governo inglês de cortar acesso à internet desses usuários - e Shakira - que acredita que a troca ilegal de músicas a aproxima de seus fãs.
Destaco a fala de Mark Mulligan, da Forrester Research:
As pessoas que compartilham arquivos são aquelas interessadas em música. Elas usam o compartilhamento de arquivos como um mecanismo de descoberta. Surge uma geração de jovens que não tem nenhum conceito de música como algo que se deva pagar para ter.
Claro que tanto a pesquisa quanto à matéria diz respeito, contextualmente, à realidade inglesa, mesmo o "problema" sendo mundial. Gostaria muito que fizessem uma pesquisa desse porte aqui no Brasil para começarmos a entender a realidade brasileira ao invés do nosso governo tentar copiar modelos e políticas estrangeiros que, supostamente, funcionariam aqui.
Há coisas que apenas a minha exclusiva metodologia de pesquisa à Inspetor Clouseau me permite: por exemplo, descobrir que a banda Autoramas acabou de gravar um EP com versões garageiras e muito bacanas para alguns clássicos do rock português.
Foi mais ou menos assim que aconteceu. Eu estava explorando o site da Optimus Discos, onde é possível fazer o download gratuito de pelo menos uma dúzia de, com o perdão do trocadilho infame, ótimos EPs de artistas e bandas da nova vaga do pop/rock português, como The Bombazines, Mazgani, Vicious Five, Bezegol, DJ Ride, entre outros. Os EPs da Optimus (operadora de telefonia móvel que existe por estas paragens) também se encontram à venda em formato “físico” nas FNACs por módicos 4 euros, e possuem o selo Henrique Amaro de qualidade – Henrique Amaro é o produtor e apresentador do programa Portugália da rádio Antena 3, vitrine privilegiada da nova música portuguesa, além de um dos idealizadores das coletâneas Novos Talentos FNAC e das séries Optimus Discos.
Navegando pelo site e perdido em meio à oferta de tantos discos bacanas, dei de cara com uma ilustração bastante curiosa, na qual o mapa do Brasil fazia um pequeno desvio em sua trajetória geográfica para fazer fronteira com Portugal. Descobria, assim, o EP “Brasil na CEE”, cujo título faz referência ao clássico “Portugal na CEE” dos GNR, uma das canções-lema do boom do rock português dos anos 80. Passo a palavra ao líder dos Autoramas, Gabriel Thomaz, em texto disponível na página do EP – onde, a esta altura do texto, eu espero que você já tenha ido.
É incrível como dois países como Portugal e Brasil sabem tão pouco sobre a música um do outro. Numa época em que não existem mais fronteiras e o mundo inteiro está à distância de um toque, ainda é impossível adivinhar o que acontece musicalmente em muitos países. Mas é aí que entram os Autoramas, banda brasileira de Rock'n'Roll, que a Rough Trade inglesa chamou de "excellent garage pop, the most important independent band in Brazil". Banda que já fez turnês no Japão, Inglaterra, França, Espanha, Bélgica, Holanda, Alemanha, Uruguai, Argentina, Chile e, é claro, Portugal. Até à poucos anos atrás eu só conhecia um destes temas que gravámos, porque uma outra banda brasileira já o tinha feito. Os punks do 365, gravaram "Grândola, Vila Morena", e por causa disso, aprendi a letra e cheguei a cantar o tema num show em Coimbra em que tocámos num 25 de Abril.
A verdade é que tivemos que ir a Portugal para ter real conhecimento do Rock Português. Os singles (que no Brasil chamamos de compactos) do Salada de Frutas e dos GNR comprei em 2ª mão a uns vendedores numa praça de Lisboa, “Se Eu Enlouquecer” de Daniel Bacelar e Os Gentlemen ouvi num dos volumes dos Portuguese Nuggets e “Coudn’t Care At All” conheci através de um cd que me foi oferecido em Coimbra. Nessa cidade de grandes bandas, vim a descobrir enquanto lá estava que afinal era um fã tardio dos Tédio Boys e, talvez por isso, decidimos gravar um tema de uma banda de um ex-integrante deles, o D3O.
Nas nossas viagens a Portugal conhecemos muitas outras músicas de outros artistas Rock, foi até difícil escolher os temas. Para este Ep tentámos fazer um apanhado de diferentes alturas e que tivessem a ver com o nosso som e com a mistura que fazemos. Este é um projecto importante para nós, é o nosso primeiro trabalho com a nova baixista, Flávia Couri e contámos com o nosso produtor Fausto Prochet que foi sensacional com seu talento e apoio, abraçando connosco o projecto, realizado no Estúdio Atemporal, no Rio de Janeiro.
Agora fica a pergunta no ar: qual será a banda portuguesa que vai gravar as suas músicas preferidas do Rock Brasileiro?
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Eu já havia me derramado em elogios ao show do Noiserv num post anterior, após tê-los assistido no último Noites Ritual do Porto. Só não imaginava que o disco do Noiserv, intitulado “One hundred miles from thoughtlessness”, conseguisse ser ainda melhor. É das coisas mais belas e tristes a fazer vibrar minha membrana auditiva recentemente, assim-assim, ó, com o já clássico EP “Theme from to Kill a dead Man” do Portishead. E no mais supremo dos mimos, o álbum ainda vem com as páginas do encarte repletas de desenhos em branco e um lápis para colorir – o que, como mui espertamente apontou a livreira da Trama que me vendeu o disco, é uma tremenda mais-valia.
Olha que legal! Em cinco minutos, Julian Treasure demonstra como o som nos afeta - no nível fisiológico, emocional, cognitivo e comportamental; e ainda discute como as empresas devem utilizar o som para adicionar valor à sua marca. (via blog do PanMediaLab)
Diz no canal do Vimeo da produtora (ou selo visual, como eles se intitulam) AntiVJ que em novembro teremos uma sessão do filme abaixo em 3D estereoscópico no Rio. Não seria mau! Vamos torcer para que aconteça.
Como nos mostra o site http://www.alexa.com/topsites, o Facebook é, neste momento, o segundo site mais acessado do mundo inteiro, perdendo apenas para o todo-poderoso Google. O Orkut figura na 45ª posição, perdendo de longe para outros sites de redes sociais (SRS), como o Myspace (11º lugar) e o Twitter (14º). Mas vale lembrar que estes dois últimos têm utilidades e propostas bem variadas daquelas do Facebook e do Orkut.
Ainda assim, o grande diferencial do Facebook em relação ao Orkut seria, segundo alguns experts no assunto, seus aplicativos (como jogos online, quizzes, editores de imagens, chats, charts de músicas, entre outros), que estariam fazendo com que os usuários brasileiros “migrassem” do Orkut para o Facebook (FB).
Eu acredito que, além dos aplicativos, o que está provocando esta “migração” é uma certa idéia de distinção (pegando Bourdieu mesmo), atrelada à dimensão da iniciação, no sentido de que aqueles que foram para o FB são considerados como mais “antenados” ou “in”, distintos daquela massa que permaneceu no Orkut, ultrapassada, e que não foi iniciada nos rituais facebookianos.
É claro que o Orkut está correndo atrás do talvez futuro prejuízo (até o momento ele ainda é bem mais acessado do que o FB no Brasil), criando novas funções e promovendo mudanças no intuito de manter seus usuários, mas será que ele vai conseguir ser mais interessante do que o FB, que ainda é novidade? Ou será que em breve virá outro SRS ainda melhor que desbancará tanto FB quanto Orkut? Eu aposto na segunda opção...
"O Klaus Nomi foi uma pessoa bizarrísima" é uma frase recorrente no documentário feito a respeito deste cantor, The Nomi Song, de 2004. E, de fato, ele era.
Contratenor e magérrimo, teve a maior parte de sua carreira ligada a um mesmo figurino. Não era todo mundo que conseguia digerir um ser assexuado, que olhando fixamente nos seus olhos dançava um vogue. Não, não.
Contemporâneo e conterrâneo de Nina Hagen, foi uma figura ativa do New Wave nova-iorquino no comecinho dos anos 80. Aquele flashback que vale a pena.
Este é o blog coletivo do Laboratório de Pesquisa em Culturas Urbanas, Lazer e Tecnologias da Comunicação - LabCULT. Aqui você encontra comentários, resenhas de livros, entrevistas e artigos acadêmicos sobre cibercultura, com foco no entretenimento. Música eletrônica, gêneros da música massiva, novas tecnologias para a produção, circulação e consumo musical; além de reflexões sobre a estética dos games e narrativas digitais são alguns dos temas que pesquisamos e, sobretudo, adoramos discutir. Críticas, comentários e sugestões serão muito bem recebidos. Escreva-nos! Se quiser falar com algum pesquisador diretamente, os e-mails estão na seção logo abaixo.
Quem participa do LabCULT
O LabCULT é coordenado por Simone Pereira de Sá e vinculado à linha de Tecnologias do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM/UFF) e ao Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense. Veja abaixo, mais informações sobre titulação, tema de pesquisa e interesses de cada um dos participantes, além dos nossos contatos.